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Quanto uma Clínica Médica Precisa Faturar?
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Se você é gestor ou médico que vive a operação do consultório, provavelmente já se pegou pensando: afinal, quanto uma clínica médica precisa faturar para dar certo? A resposta não é um número mágico, porque depende do modelo de atendimento, mix de serviços, estrutura, convênios, repasse médico e do nível de eficiência da rotina.

Ainda assim, dá para chegar em uma meta realista e mensurável usando um raciocínio simples: faturamento mínimo para empatar + faturamento para remunerar bem + faturamento para crescer com previsibilidade. Neste artigo, você vai aprender a calcular ponto de equilíbrio, margem de lucro e metas por agenda, além de entender quais indicadores de gestão de clínica médica determinam se o seu faturamento está saudável.


O que significa faturar o suficiente em uma clínica médica?

Faturamento é o valor total gerado por consultas, procedimentos, pacotes, exames, retornos e outros serviços. Mas faturar muito não significa lucrar muito. Uma clínica pode bater recorde de agenda e ainda assim ter caixa apertado por causa de glosas, descontos, inadimplência, custos mal controlados ou repasses desorganizados.

Quando falamos quanto uma clínica médica precisa faturar, estamos falando de três níveis:

  • Sobrevivência: paga custos fixos e variáveis e não entra no vermelho.
  • Saúde financeira: sobra margem para reinvestir, reduzir riscos e remunerar o dono e o time.
  • Crescimento: permite contratar, abrir unidade, investir em marketing, tecnologia e experiência do paciente.

Esse é o motivo de termos como ponto de equilíbrio da clínica, DRE, fluxo de caixa e margem de lucro entrarem no centro da conversa.

Antes de avançar, um ponto importante: se você administra uma clínica e busca mais organização na agenda, prontuário eletrônico seguro e processos financeiros centralizados, o Ninsaúde Clinic pode otimizar sua rotina. Entre em contato e saiba mais.


Passo 1: calcule o ponto de equilíbrio da clínica

O ponto de equilíbrio é o faturamento mínimo mensal para cobrir os custos, sem lucro e sem prejuízo. A forma mais prática de estimar é separar:

Custos fixos

Aluguel, condomínio, salários CLT, pró-labore, contador, internet, softwares, energia mínima, manutenção, marketing base, limpeza, licenças e seguros.

Custos variáveis

Taxas de cartão, comissões por atendimento, materiais e insumos, exames terceirizados, impostos sobre faturamento, repasse médico, custos por procedimento, taxas de emissão, perdas por faltas.

Regra de ouro: se o repasse médico varia com o volume atendido, ele se comporta como custo variável e precisa entrar nessa conta.

Uma fórmula simples ajuda:

Ponto de equilíbrio (R$) = Custos fixos ÷ Margem de contribuição

E a margem de contribuição é:

Margem de contribuição = 1 − (Custos variáveis ÷ Faturamento)

Se você ainda não tem esses percentuais organizados, comece com uma aproximação conservadora e refine mês a mês.

Gestora utiliza gráficos para análise de custos fixos e variáveis da clínica.

Passo 2: transforme o faturamento em meta de lucro

Depois do ponto de equilíbrio, defina a margem de lucro alvo. Para muitas clínicas, um intervalo saudável fica entre 10% e 25%, variando conforme especialidade, convênios e estrutura. O objetivo não é buscar um número bonito, e sim uma margem que suporte imprevistos, investimento e crescimento.

Exemplo prático de lógica (sem depender de valores exatos):

  • Sua clínica tem custos fixos relevantes e depende de convênios: margem tende a ser menor e exige eficiência.
  • Sua clínica tem mix com procedimentos particulares e boa ocupação: margem pode ser maior.
  • Você quer contratar equipe e melhorar estrutura: sua meta de lucro deve cobrir esse plano.

Aqui entram termos essenciais de busca que gestores procuram o tempo todo: como aumentar o faturamento da clínica, como calcular lucro da clínica médica, quanto cobrar por consulta, precificação de procedimentos, redução de glosas e gestão financeira para clínicas.


Passo 3: quebre a meta em indicadores que você controla

Faturamento é resultado. Para chegar nele, você precisa controlar os motores do faturamento:

Ticket médio da clínica

Quanto, em média, cada paciente gera por visita ou por ciclo de cuidado. Aumentar ticket médio não é empurrar serviço, é organizar jornada, orientar retorno, estruturar pacotes e reduzir perdas de agenda.

Volume de atendimentos e taxa de ocupação

Quantas consultas/procedimentos por dia e qual percentual da agenda está preenchido. Aqui entram no-show, encaixes, retornos e capacidade instalada.

Mix de serviços

Qual percentual vem de consulta, retorno, procedimento, pacotes, convênios, particular. Mudanças pequenas no mix podem mudar totalmente a margem.

Prazos de recebimento

Convênios e cartões podem alongar o ciclo do caixa. Uma clínica pode faturar bem e mesmo assim sofrer por falta de previsibilidade financeira.

Um sistema como o Ninsaúde Clinic ajuda justamente nesse ponto: quando agenda, financeiro, repasses e indicadores estão integrados, você enxerga o que está puxando o faturamento para cima e o que está drenando margem, sem depender de planilhas soltas.

Gestora analisa indicadores financeiros da clínica através de gráficos no computador.

Quanto uma clínica precisa faturar por dia, semana e por sala?

Uma maneira muito útil para gestores e secretárias é sair do macro e trazer para a rotina:

Meta por dia

Se sua meta mensal é X, divida por dias úteis. Isso cria foco operacional: agenda cheia não é sensação, é número.

Meta por profissional

Se você tem vários médicos, calcule meta por agenda ou por turno. Isso evita distorções, como uma especialidade compensando outra sem você perceber.

Meta por sala

Se você tem salas ociosas, o problema pode não ser marketing, pode ser capacidade subutilizada. Por isso, taxa de ocupação por sala é um KPI valioso.

Esse raciocínio conecta diretamente com buscas como gestão de agenda médica, reduzir faltas na clínica, aumentar produtividade da recepção e otimização de agenda.


Os maiores vilões do faturamento que parecem pequenos na rotina

No-show e cancelamentos tardios

Faltas viram buracos na agenda e derrubam previsibilidade. Confirmação automática, lembretes e política clara de cancelamento reduzem esse impacto.

Glosas e retrabalho com convênios

Se a clínica atende convênios, qualquer falha em guia, autorização, documentação ou lançamento vira glosa e atraso. Processos e conferências recorrentes fazem diferença. Se você opera com TISS, padronização e auditoria interna são praticamente obrigatórias.

Repasse médico confuso

Quando repasse não está claro por período, percentual, valor fixo ou por convênio, o resultado é conflito, erro e dificuldade de fechar mês.

Precificação sem critério

Preço baixo para encher agenda pode destruir margem. Preço alto sem proposta de valor derruba demanda. Precificação precisa andar junto de custos, tempo de sala, materiais e posicionamento.

Com o Ninsaúde Clinic, é possível organizar o operacional com mais controle: agenda com confirmações, financeiro com visão de fluxo e lançamentos, e relatórios que ajudam a acompanhar indicadores críticos sem perder tempo.

Traduza: gestor de clínica realizando auditoria e conferindo checklist com documentos

Quais indicadores mostram se o faturamento está saudável?

Se você quer saber se está no caminho certo, acompanhe estes KPIs de gestão de clínica médica:

  • Faturamento mensal e por unidade
  • Margem de lucro e margem de contribuição
  • Ponto de equilíbrio
  • Taxa de ocupação da agenda
  • No-show e cancelamentos
  • Ticket médio por paciente
  • Recebíveis por convênio e prazo médio de recebimento
  • Glosas e motivos mais comuns
  • Custo por atendimento
  • Fluxo de caixa realizado e previsto
  • DRE da clínica

O segredo é consistência: olhar toda semana, tomar decisões pequenas e evitar surpresas no fechamento do mês.


Como aumentar o faturamento sem depender de mais demanda

Nem sempre a saída é gastar mais em anúncios. Muitas vezes, o ganho vem de eficiência e processo:

  • Reduzir faltas com confirmação automática e lembretes
  • Padronizar retornos e reavaliações para aumentar previsibilidade
  • Organizar pacotes e sessões quando a especialidade permite
  • Diminuir glosas com checklists e auditoria
  • Aumentar conversão de leads com atendimento rápido e roteiro claro
  • Melhorar experiência do paciente para gerar recorrência e indicação

Quando a clínica tem um sistema de gestão como o Ninsaúde Clinic, fica mais fácil identificar gargalos: onde a agenda vaza, onde o financeiro atrasa, onde a equipe perde tempo, onde o convênio mais glosa e onde o ticket médio pode crescer com organização de jornada.

Médico e gestor analisam o aumento de faturamento da clínica.

Um roteiro rápido para definir sua meta de faturamento

  1. Levante custos fixos e variáveis
  2. Estime margem de contribuição
  3. Calcule ponto de equilíbrio
  4. Defina margem de lucro desejada
  5. Traduza em metas por dia, profissional e sala
  6. Acompanhe KPIs e ajuste mensalmente

Esse processo tira a clínica do achismo e coloca a gestão no controle.


Principais pontos para levar para a prática

  • Não existe número único: o faturamento ideal depende de custos, mix de serviços, convênios e eficiência.
  • O ponto de equilíbrio é a base: sem ele, qualquer meta vira chute.
  • Margem de lucro saudável exige controle de custos variáveis, especialmente repasse médico, taxas e glosas.
  • Metas operacionais funcionam melhor quando viram objetivos por dia, por profissional e por sala.
  • KPIs como ticket médio, taxa de ocupação, no-show, DRE e fluxo de caixa mostram a saúde real do faturamento.
  • Tecnologia e processo fazem diferença: com o Ninsaúde Clinic, a clínica ganha visão integrada para decidir com dados e reduzir perdas invisíveis.

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