audio-thumbnail
1ª Conferência de Saúde Digital em Moçambique: especialista aponta adesão à Inteligência Artificial como "inevitável"
0:00
/416.112

CEO da Ninsaúde e 224Scan esteve no Congresso, e compartilha com detalhes sua imersão no debate sobre saúde digital e Inteligência Artificial.


A transformação digital da saúde acontece em diferentes partes do mundo ao mesmo tempo. Enquanto alguns países avançam em inteligência artificial e interoperabilidade, outros ainda enfrentam desafios básicos de acesso, estrutura e organização operacional.

Entre os dias 15 e 17 de abril de 2026, o CEO da Ninsaúde, Helton Marinho, participou do Congresso de Saúde Digital em Moçambique. Mais do que acompanhar palestras, a experiência lhe permitiu entender de perto os desafios, os avanços tecnológicos locais e o impacto crescente da inteligência artificial na área médica. Neste artigo, você verá os principais aprendizados da imersão e como eles se conectam ao futuro da saúde digital.


Antes de avançar, um ponto importante: se você administra uma clínica e busca mais organização na agenda, prontuário eletrônico seguro e processos financeiros centralizados, o Ninsaúde Clinic pode otimizar sua rotina. Entre em contato e saiba mais.

O que chamou atenção em Moçambique

Logo nos primeiros dias, ficou evidente que muitos desafios da saúde em Moçambique também existem em outras partes do mundo, incluindo o Brasil. Filas longas, processos manuais, dificuldade de acesso a especialistas e sobrecarga operacional ainda fazem parte da rotina de muitas instituições.

Ao mesmo tempo, existe um movimento forte de transformação digital acontecendo no país.

Um dos temas mais debatidos foi o uso da IA para ampliar eficiência e acelerar processos clínicos.


Saúde digital na África: um cenário em crescimento

Muitas pessoas ainda associam inovação em saúde apenas à Europa, América do Norte ou Ásia. Porém, o congresso mostrou que a transformação digital também cresce rapidamente na África.

Os debates mostraram iniciativas voltadas para:

  • modernização hospitalar;
  • uso estratégico de dados;
  • integração de sistemas;
  • automação de processos;
  • apoio ao diagnóstico.

Em vários momentos, ficou claro que alguns países africanos estão acelerando sua digitalização sem repetir problemas enfrentados por mercados. Isso gera um aprendizado importante para gestores brasileiros: inovação não depende apenas de orçamento. Ela depende de estratégia e capacidade de adaptação. Um exemplo disso é a Etiópia: ao adotar a telerradiologia em seu sistema de sáude, o TAT (intervalo de tempo entre a realização de um exame e a liberação de seu laudo final) diminuiu significativamente, o que elevou a satisfação da população em 17.7%.


O CEO e especialista em soluções tecnológicas discute os benefícios que a adesão da Inteligência Artificial pode trazer para a área da saúde.

A inteligência artificial já faz parte da saúde

Durante anos, a IA na saúde parecia algo distante. Hoje, ela já começa a ser usada para:

  • apoio ao diagnóstico;
  • análise de dados;
  • automação operacional;
  • triagem;
  • redução de gargalos.

No congresso, ficou evidente que muitos países enxergam a inteligência artificial como necessidade operacional, não apenas como tendência.

Esse movimento se conecta diretamente à visão da Ninsaúde sobre o futuro da saúde digital.


224Scan: IA aplicada ao diagnóstico por imagem

Grande parte das discussões do evento reforçou a necessidade de soluções que reduzam tempo operacional e aumentem eficiência clínica.

Foi justamente com esse objetivo que surgiu o 224Scan, solução de inteligência artificial desenvolvida para interpretação automatizada e inteligente de exames de imagem. Com a tecnologia vasta e avançada da solução, é possível apresentar laudos preliminares de raio-X em poucos segundos. Segundo Helton, "A gente consegue fazer análise de imagens de forma remota [...] e prepara uma pré-análise, que serve tanto para o médico radiologista quanto para a equipe de saúde que está tratando do paciente".

Durante sua participação na conferência, Helton conversou com a TV Grande, do canal Televisão de Moçambique, sobre os desafios que a incorporação da IA na saúde pode trazer, seus avanços e visões de futuro para o setor. Confira os melhores momentos na íntegra, acessando:

Entrevista de Helton para a TV Grande, do canal Televisão de Moçambique.


Maria: a visão da Ninsaúde para IA na gestão em saúde

A inteligência artificial também começa a ganhar espaço na gestão clínica. Dentro dessa visão, a Ninsaúde está desenvolvendo a Maria, uma assistente virtual baseada em IA integrada ao ecossistema da plataforma.

O objetivo não é substituir profissionais. A proposta é reduzir carga operacional, automatizar tarefas e melhorar a eficiência da rotina clínica.

Durante o congresso, ficou claro que essa necessidade é global.

Maria está em seus estágios finais de teste. A previsão é que, dentro de alguns meses, a assistente já estará disponível no mercado.

Independentemente do país, clínicas e hospitais enfrentam:

  • excesso de tarefas;
  • sobrecarga administrativa;
  • dificuldade operacional;
  • perda de tempo com processos repetitivos.

A tendência é que a IA atue cada vez mais como suporte estratégico para equipes e gestores.


O que gestores brasileiros podem aprender com essa experiência

A conferência mostrou que muitos desafios da saúde são universais. Problemas relacionados à gestão, produtividade, integração e organização operacional aparecem em diferentes países.

Ao mesmo tempo, também ficou evidente que tecnologia sozinha não resolve tudo. Ferramentas precisam estar conectadas à estratégia, aos processos e à realidade operacional de cada instituição. Para gestores, o principal aprendizado é claro: transformação digital deixou de ser diferencial. Hoje, ela é parte da sustentabilidade operacional da saúde.


O futuro da saúde será mais conectado e inteligente

Participar do Congresso de Saúde Digital em Moçambique reforçou uma visão importante para a Ninsaúde: tecnologia precisa gerar impacto real na rotina das instituições.

No fim, inovação não é apenas sobre modernização. É sobre:

  • reduzir gargalos;
  • melhorar decisões;
  • aumentar eficiência;
  • gerar previsibilidade;
  • permitir que profissionais foquem mais no paciente.

Gostou das informações?

Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos sobre gestão, marketing médico e inovação em saúde.

É profissional de saúde e ainda não conhece o Ninsaúde Clinic? Descubra como a plataforma pode otimizar processos e elevar a qualidade do cuidado ao paciente.