Antes de se tornar cliente da Ninsaúde, a Vittamia tentou desenvolver seu próprio sistema duas vezes. Os projetos não avançaram e deixaram uma consequência difícil de medir em qualquer contrato: a desconfiança. Mais de dez anos depois, a história tomou outro rumo.
Quando Helton Marinho chegou à clínica com a proposta de desenvolver uma solução para a gestão em saúde, o Dr. Newton Barros tinha bons motivos para recebê-la com cautela.
Na época, a Vittamia ainda se chamava LifeCheck e já buscava uma tecnologia capaz de atender as particularidades de sua operação. A clínica havia contratado profissionais para desenvolver um sistema próprio em duas ocasiões. Houve investimento, expectativas e tempo dedicado aos projetos. Nenhum deles chegou ao resultado esperado.
“Contratei uma pessoa, não deu certo; contratei uma segunda [...] e, com o tempo, não aconteceu nada”, relembra Newton.
Por isso, quando uma terceira possibilidade apareceu, a primeira reação não foi entusiasmo.
“É difícil, né? Agora vem mais um aqui que faz tudo. Que história é essa?”, recorda.
A desconfiança daquele momento ajuda a explicar por que a história que veio depois se tornou tão significativa.
Quando a necessidade de uma clínica foi de encontro com quem entendia do negócio

Uma parceria que começou em meados de 2015, e hoje, 11 anos depois, segue firme, forte, e em constante evolução. Vídeo: Ninsaúde no Linkedin.
A aproximação aconteceu em um momento inicial da trajetória da própria Ninsaúde.
De acordo com Newton, Helton estava começando a desenvolver uma solução e encontrou na realidade da clínica necessidades concretas que precisavam ser resolvidas. Não se tratava, naquele momento, apenas de apresentar um software pronto. Havia uma operação real do outro lado, com processos e demandas que as tentativas anteriores não tinham conseguido atender.
Newton resume aquele início de maneira simples:
“Começamos a conversar e ele fez algo que era o que a gente precisava. [...] Ele trabalhou fazendo aquilo que a gente estava precisando. E daí nós estamos aí até hoje.”
A frase ganha outro peso quando colocada em perspectiva.
A LifeCheck mudou. Se tornou Vittamia. Assim como a própria tecnologia desenvolvida. A Ninsaúde cresceu, e o sistema utilizado naquele início evoluiu até chegar ao atual Ninsaúde Clinic.
E essa parceria não acabou aí.
A clínica mudou e o software acompanhou

Mais de uma década é tempo suficiente para transformar a rotina de qualquer empresa.
No caso da Vittamia, houve mudança de nome, de profissionais, de processos e de necessidades. Do outro lado, o software também ganhou novas possibilidades à medida que a Ninsaúde e o mercado de tecnologia para saúde amadureceram.
Para Newton, essa capacidade de continuar atendendo à operação é um dos principais motivos para nunca ter surgido uma razão concreta para substituir a plataforma.
“Hoje têm outros no mercado, mas eu ainda acho que a Ninsaúde tem ali o que a gente precisa. [...] Não tem por que pensar em mudar.”
Permanecer com uma tecnologia durante tantos anos, porém, exige mais do que acrescentar funcionalidades.
Em saúde, a relação com um software passa também pela confiança depositada na estrutura que sustenta informações sensíveis — tanto do corpo clínico quanto de seus pacientes — e processos utilizados diariamente pela equipe. Essas eram algumas das preocupações da Vittamia antes mesmo de a proteção de dados ocupar o espaço que possui atualmente nas empresas brasileiras.
Newton lembra que segurança e sigilo já faziam parte das discussões desde os primeiros anos da parceria. Com a chegada da LGPD, o tema ganhou ainda mais importância.
O que havia começado como uma busca por uma solução capaz de organizar a operação passou, com o tempo, a envolver também uma exigência cada vez maior de segurança e continuidade.
Uma tecnologia só permanece quando as pessoas conseguem utilizá-la
Há outro aspecto da relação que Newton faz questão de mencionar.
Suporte.
Ao longo dos anos, profissionais saíram, outros chegaram e novas pessoas precisaram aprender a utilizar o sistema. Em cada mudança de equipe, surge um desafio conhecido por qualquer gestor: uma tecnologia pode estar implantada há anos na organização, mas para quem acabou de chegar ela começa do zero.
Na Vittamia, o contato com a equipe da Ninsaúde passou a fazer parte desse processo.
“Quando temos alguma dúvida, logo alguém responde. [...] Se alguém tem que fazer um treinamento, ‘não sei como funciona tal coisa’... então sempre tem esse treinamento.”
Em um período recente de mudanças na equipe, a clínica voltou a procurar a Ninsaúde. Recebeu orientações e vídeos para apoiar a capacitação dos novos profissionais.
Newton conta que materiais semelhantes também foram utilizados em outra operação da qual participa. Como novos psicólogos precisavam aprender os processos de registro, a equipe organizou um passo a passo a partir dos conteúdos disponibilizados pela Ninsaúde para que cada profissional pudesse compreender o fluxo desde sua entrada.
É nesse ponto que a percepção de valor deixa de estar apenas no sistema.
“Facilidade de uso, facilidade de contato que a gente tem de conversar com vocês e com a empresa, e nos explicarem, ajudarem a treinar as pessoas”, resume Newton.
Para uma clínica em transformação, a tecnologia precisa acompanhar também quem chega depois.
Mais de dez anos depois, a nota é 10

Havia também uma empresa de tecnologia dando seus primeiros passos e disposta a compreender aquela necessidade.
De lá para cá, muita coisa mudou.
A LifeCheck tornou-se Vittamia. A solução evoluiu até o atual Ninsaúde Clinic. Novos profissionais passaram pela operação, as exigências sobre proteção de dados aumentaram e a tecnologia assumiu um papel cada vez mais relevante na gestão das clínicas.
A relação entre as duas empresas atravessou essas mudanças.
Não porque permaneceu igual, mas justamente porque conseguiu evoluir com elas.
No fim da entrevista, Michele Martins, CMO da Ninsaúde, fez a pergunta mais objetiva de toda a conversa:
De zero a dez, quanto você recomendaria a Ninsaúde?
Newton reconheceu imediatamente o NPS por trás da pergunta e respondeu entre risos.
“Eu recomendo 10. [...] A Ninsaúde está satisfazendo o que a gente precisa. Não tem por que trocar. [...] Estamos aí até hoje!”
Para uma relação que começou depois de duas tentativas frustradas de encontrar a tecnologia certa, talvez a resposta mais importante não esteja apenas na nota.
Está nos anos que vieram antes dela.

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