Com surgimento em 2014, o Janeiro Branco é mais uma das campanhas criadas com o intuito de chamar a atenção para a saúde da população, e neste caso, são abordadas questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas e das instituições humanas.

Idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, a campanha ganhou vida em
Janeiro de 2014 quando profissionais de saúde da área da psicologia de Uberlândia, Minas Gerais, foram às ruas, às instituições e às mídias da cidade para falarem às pessoas sobre Saúde Mental, Saúde Emocional, sentido de vida, qualidade de vida e harmonia nas relações humanas.

Desde 2014, o Janeiro Branco vem se consolidando como a maior campanha do mundo em prol da construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade. Profissionais liberais, instituições sociais, políticos, artistas, líderes religiosos e cidadãos sensíveis à causa têm abraçado a Campanha e a sua proposta de psicoeducação dos povos.

Muitas pessoas confundem saúde mental com doença mental, entretanto, ter uma mente saudável não está relacionado com a ausência de alguma doença, mas sim com uma série de fatores que implicam diretamente com a sensação de sentir bem. Em poucas palavras, ter saúde mental significa estar bem consigo mesmo e com aqueles ao seu redor, saber lidar e aceitar não só as exigências da vida, mas também as emoções, sejam elas boas ou desagradáveis, e reconhecer seus limites buscando ajuda quando necessário.

A escolha do branco

Afinal de contas, por que Janeiro Branco? Bem, já existem outras campanhas que utilizam diversas cores, certamente entre as mais lembradas estão Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul, e todas as cores escolhidas remetem a algo que simboliza a campanha. E janeiro remete ao início de um novo ciclo, por se tratar do primeiro mês do ano, onde as pessoas estão mais emotivas e cheias de planejamentos e metas.

"E, como em uma 'folha ou em uma tela em branco', todas as pessoas podem ser inspiradas a escreverem ou a reescreverem as suas próprias histórias de vida."

Covid-19: pandemia e saúde mental

O ano de 2020 foi difícil para grande parte da população mundial, e estudos e pesquisas sobre os efeitos colaterais da pandemia da COVID-19 começaram a surgir e a mostrar os grandes desafios que a humanidade tem pela frente: além de vencer o novo Coronavírus, os indivíduos e as instituições sociais também deverão reunir esforços e desenvolver estratégias públicas e privadas para proteger, fortalecer e promover a Saúde Mental das pessoas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia interrompeu serviços essenciais de Saúde Mental em 93% dos países do mundo e, ao mesmo tempo, intensificou a procura por esses mesmos serviços. No Brasil — país que já é um dos recordistas mundiais em relação à depressão, ansiedade e a números absolutos de suicídios —, a primeira fase de uma pesquisa realizada no final de 2020 pelo Ministério da Saúde detectou ansiedade em 86,5% dos indivíduos pesquisados, transtorno de estresse pós-traumático em 45,5% e depressão grave em 16% dos participantes do estudo.

Outro estudo, realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com 12.000 pessoas de 33 países da América Latina e Caribe (30,8% eram brasileiros), revelou que 35% dos entrevistados relataram aumento na frequência do comportamento de beber de forma excessiva e em um curto período de tempo — situação que pode desencadear sérios problemas em relação à Saúde Mental dos envolvidos. Além disso, também não faltam estudos sobre a ampliação das violências domésticas, do abuso infantil e do adoecimento emocional por parte de jovens e de idosos submetidos ao isolamento social.

Para mais informações acesse o site oficial da Campanha Janeiro Branco.

Fonte: Janeiro Branco