Com uma população de atualmente cerca de 38,5 milhões de habitantes, a Polônia tem a sexta maior população da União Europeia (UE), e sua expectativa de vida encontra-se em 78 anos. Por fazer parte da UE, a Polônia desfruta de alguns privilégios para seus habitantes na área da saúde.
Segundo a OECD Better Life Index, quando perguntados, apenas 58% dos poloneses consideram estar com uma boa saúde, onde a média da pesquisa se encontra em 69%. Com o sistema de saúde polonês dividido entre público e privado, em 2005 o imposto referente à saúde se tornou obrigatório numa taxa de 8,5% em cima do salário base, e que ocupa boa parte dos impostos pagos pelos cidadãos. Hoje o National Health Fund - NHF (Fundo Nacional de Saúde) administra esse dinheiro para a saúde pública.
Existe uma separação entre pacientes que são atendidos em casa e pacientes hospitalizados, sendo geralmente privados os atendimentos em casa nas cidades grandes, e em instituições privadas em outras áreas.
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O copagamento por parte dos pacientes dentro da saúde pública pode acontecer em alguns casos, como na compra de medicamentos, alguns serviços de enfermagem, e algumas partes de serviços dentários podem ser passados ao paciente diretamente. O NHF especifica as condições para as pessoas serem asseguradas à saúde pública, sendo algumas dessas categorias:
- Trabalhadores registrados;
- Fazendeiros e membros do setor agrícola;
- Pessoas no seguro desemprego;
- Estudantes e menores de 18 anos;
- Aposentados por invalidez ou tempo de serviço;
- Policiais, bombeiros, soldados, juízes e outros oficiais da segurança.
Você pode checar a listagem completa clicando aqui, sendo redirecionado para a página oficial do NHF - National Health Fund ou em polonês NFZ - Narodowy Fundusz Zdrowia.

No site oficial do NHF - para o paciente, o mesmo pode tirar suas dúvidas, consultar suas informações após se cadastrar, ver qual o tempo de espera para uma consulta, requerer reembolsos e fazer reclamações. Com o cadastro IKP (Internet Patient Account) você tem direito a vários benefícios, sendo alguns deles:
- Consultar com médicos (se necessário em um atendimento em casa);
- Consultar com médicos especialistas (depois de passar por um clínico geral);
- Tratamentos de doenças e reabilitação;
- Medicamentos;
- Acompanhamento médico de grávidas e crianças;
- Exames e preventivos.
Além do cadastro trazer informações sobre onde conseguir ajuda médica, quais seus benefícios e seus direitos de saúde, há também autorização de acesso ao seu histórico médico a outros, consentimento para procedimentos, certificados de doenças ou de licenças para afastamento (licença maternidade, por exemplo), suas prescrições eletrônicas, gastos, encaminhamentos, entre outros.
Para consultar especialistas é necessário passar primeiro pelo clínico geral, e ele irá passar o encaminhamento para a consulta com o especialista. Algumas especialidades podem ser consultadas diretamente, como ginecologistas e obstetras, oncologistas, psiquiatras, venereologistas e dentistas. Para consultar com dermatologistas e oftalmologistas é necessário ter um encaminhamento por parte de um clínico geral, regra válida desde de 2015.
Dentro dos maiores problemas enfrentados na saúde polonesa, está a falta de profissionais na área, principalmente de especialistas, falta de recursos e a falta de tecnologias mais novas. Pacientes de baixa renda também reportam dificuldades, sendo que 53% dos considerados de baixa renda se consideram em bom estado de saúde, contra 71% dos de alta renda.
O sistema polonês de saúde consegue manter grande parte de sua população saudável, mas como em todos sistemas cabem-se melhorias, uma vez que o sistema atual não se compara diretamente com o padrão de qualidade Europeu.