O Dia Mundial da Hepatite, ou Dia de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado em 28 de julho, é uma oportunidade para intensificar a luta internacional contra a hepatite, incentivar o desempenho e a participação de pessoas, parceiros e o público em geral, e enfatizar a necessidade de uma maior resposta global.

O dia escolhido para a celebração foi uma homenagem a data de nascimento do Dr. Baruch Blumberg (1925-2011), um microbiologista estadunidense que recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1976, por ter contribuído para a identificação do vírus da hepatite B e posterior descoberta da vacina da doença.

Atualmente, a baixa cobertura de testes e tratamento de diagnóstico é o problema mais importante a ser resolvido para alcançar as metas globais de eliminação progressiva até 2030. Confira os dados:

  • 325 milhões de pessoas sofrem de hepatite viral B e C;
  • 2.850.000 pessoas foram infectadas em 2017;
  • 80% das pessoas com hepatite não têm prevenção, testes e tratamento;
  • US $ 6 bilhões por ano é o valor que seria necessário investir para atingir as metas globais de eliminação progressiva até 2030.

É importante que a população se atente aos cuidados necessários para não contrair hepatites virais, e saber também quais os tipos existentes, sintomas, e tratamento. Aqui no blog já publicamos um artigo com todas essas informações, pois como muitos sabem, julho foi nomeado como "Julho Amarelo: o mês de prevenção e conscientização das hepatites virais".

As hepatites virais B e C afetam 325 milhões de pessoas em todo o mundo, e causam 1,4 milhões de mortes por ano. Elas são a segunda doença infecciosa mais mortal após a tuberculose, e há 9 vezes mais pessoas infectadas com os vírus da hepatite B e C (HBV e HCV) do que com o HIV.

A hepatite viral pode ser evitada, tratada e, no caso da hepatite C, curada. No entanto, mais de 80% das pessoas com hepatite carecem de serviços de prevenção, detecção e tratamento.

Durante a campanha do Dia Mundial da Hepatite 2019, a OMS pediu a todos os países e parceiros que promovessem o tema "Invista na eliminação da hepatite". A OMS publicará novas estimativas dos investimentos adicionais necessários para alcançar as metas de eliminação de hepatite viral acordadas globalmente para 2030, no contexto da cobertura universal de saúde.

Hepatite: o que é, causas, sintomas e tratamento

A hepatite é uma inflamação no fígado que pode ser aguda ou crônica. Sua causa pode ser infecciosa, estando ligada a vírus, bactérias, etc., imune (quando causada por auto-anticorpos) ou tóxica (quando causada pelo uso de alguns remédios, álcool, drogas e substâncias tóxicas em geral). Também é considerada, dependendo de sua etiologia, uma doença sexualmente transmissível.

No caso das hepatites virais, é possível que estas evoluam para doenças crônicas que poderão causar danos mais graves, acarretando até mesmo em cirrose ou câncer.

Algumas pessoas com hepatite podem não apresentar sintomas, no entanto, outros podem apresentar:

  • Perda de apetite
  • Náusea e vômito
  • Diarreia
  • Urina escura e fezes pálidas
  • Dor abdominal
  • Icterícia (coloração amarela da pele e/ou olhos)

Em alguns casos, a hepatite desaparece sozinha, caso contrário, pode ser tratada com o uso de medicamentos. Algumas vezes, a hepatite pode durar a vida inteira, por isso as vacinas são de extrema importância, pois ajudam a prevenir algumas formas virais.

As hepatites virais são classificadas em A, B, C, D, E, F e G. A hepatite F na verdade é um DNA-vírus, transmitido a macacos-rhesus em laboratório experimentalmente, através de extratos de fezes de macacos infectados. Ainda não há relatos de casos em humanos.

Já a hepatite G foi a hepatite descoberta mais recentemente, no ano de 1995, e é provocada pelo vírus VHG que se estima ser responsável por 0,3% de todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda, todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contacto sanguíneo.

Conheça um pouco mais sobre as hepatites mais comuns:

Hepatite A

Também conhecida por “hepatite infecciosa”, a hepatite A é uma doença contagiosa causada pela transmissão do vírus HAV. Sua transmissão é fecal-oral e pode se dar através do contato entre indivíduos, de alimentos ou água contaminada, estando fortemente ligada às condições de saneamento básico e higiene.

A hepatite A tem cura, e desde 2014 sua vacina foi incluída no calendário de vacinação do SUS para crianças. A vacina é recomendada para crianças, adolescentes e adultos não imunes, e deve ser aplicada a partir de 12 meses de idade com reforço após 6 meses.

Hepatite B

A hepatite B, também chamada de soro-homóloga, é uma doença infecciosa causada pelo vírus HBV, transmitido principalmente por meio de fluídos corporais como sangue, sêmen e leite materno.

Pode ser transmitido de mãe para filho na gestação ou na amamentação, através de relação sexual sem uso de preservativos, transfusão de sangue contaminado, compartilhamento de objetos pessoais, como alicate de unhas, lâmina de barbear, escova de dentes, seringas e agulhas não esterilizadas, entre outros, bem como na utilização de materiais não descartáveis em estúdios de tatuagens e body piercing.

A vacinação contra hepatite B é indicada para pessoas de todas as faixas etárias, devendo ser aplicada, de preferência, nas primeiras 24 horas após o nascimento, prevenindo assim a hepatite crônica.

Hepatite C

A hepatite C, chamada também “Hepatite não A não B” (NANB), é causada pelo vírus HCV, e é transmitido principalmente pelo sangue contaminado. Assim como a hepatite B, a hepatite C também pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez e parto, no contato sexual, e por meio de objetos e materiais citados anteriormente.

Infelizmente, ainda não existe vacina contra essa doença, no entanto, a hepatite C é uma das poucas enfermidades crônicas que pode ser curada.

Hepatite D

A hepatite D, chamada também de Delta, é causada pelo vírus HDV e possui características semelhantes às hepatites B e C no que diz respeito ao meio de transmissão. No entanto, esse vírus depende do vírus B para poder infectar uma pessoa, então por mais que ainda não exista vacina contra a hepatite D, a vacina contra a hepatite B protege contra o vírus Delta.

Hepatite E

A hepatite E é causada pelo vírus HEV, e assim como a hepatite A, está fortemente ligada à falta de saneamento básico e higiene pessoal. No Brasil a doença é considerada rara, tendo maior índice na África e Ásia. Ainda não existe vacina contra a hepatite E, então a melhor forma prevenção é manter uma boa higiene e evitar consumo de alimentos com procedência duvidosa.


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